- março 4, 2020
- Postado por: Rafael Kosoniscs
- Category: Guia para a inclusão da Pessoa com Deficiência
A organização do espaço reservado para as entrevistas, bem como do material a ser utilizado deve ser feita previamente levando em consideração as observações sobre as necessidades dos candidatos colhidas no contato telefônico. Verificar se o espaço de circulação no ambiente é suficiente, no caso de pessoas com cadeiras de rodas ou que utilizem próteses, fichas e formulários com fonte ampliada, no caso de pessoas com baixa visão, viabilidade de utilização de testes ou dinâmicas de grupo, levando-se em conta as limitações decorrentes de condição de deficiência. Verificar a localização do banheiro adaptado em relação ao local da entrevista. Preparar a equipe de Segurança e da Portaria.
Caso o candidato venha acompanhado de cão guia, avisar a Segurança e a Portaria.
Entrevista
O foco da seleção deve estar nas competências e habilidades do candidato e não na sua deficiência. Vale a pena enfatizar esse ponto: às vezes, a preocupação com a definição da deficiência de um determinado candidato, suas características, prognóstico, etc. é tão grande que o potencial da pessoa, suas habilidades e capacidades ficam em segundo plano.
Quem está sendo submetido ao processo de seleção é o candidato e não sua deficiência.
Para encontrar a “pessoa certa para o lugar certo”, recomenda-se entrevistar o maior número possível de candidatos com deficiência, considerando competências, habilidades e potencial de desenvolvimento na empresa.
O processo deve levar em consideração aspectos relativos à acessibilidade, para que a ausência de condições adequadas não venha a prejudicar o candidato e, em última instância, a empresa, que pode se ver privada de um colaborador importante. Para tanto, é preciso ficar atento também às condições de locomoção da pessoa e às opções de transporte, entre outras.
Na entrevista, a questão da deficiência deve ser abordada com naturalidade. A atitude de discriminação em geral não está no conteúdo da pergunta, mas sim na forma como é feita, no tom de voz. O entrevistador pode perguntar, com respeito e naturalidade, sobre a deficiência e como ela eventualmente pode interferir no desempenho profissional. Outro ponto importante a ser abordado é a utilização de tecnologia assistiva e a necessidade (ou não) de adaptações.